quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

A Ira das Invejosas






















Em uma enorme plantação de flores, havia uma única Flor Negra, que se destacava das demais, por sua exuberante beleza. Podia ser vista de longe por qualquer pessoa. Era visitada constantemente e seu dono a paparicava muito. Este grande sucesso despertou a inveja das outras flores, as vermelhas, as amarelas, as brancas, as azuis, as roxas e todas as demais. Elas tinham muita raiva da bela Flor Negra, pois elas também eram belas e bastante numerosas. E pensavam que a aquela florzinha, como a chamavam, fazia sucesso por elas estarem ali. Se acaso estivesse sozinha, ninguém olharia para ela. Até mesmo as aves que sobrevoavam a plantação admiravam tamanha beleza.

Numa manhã gloriosa, uns comentários surgiram entre as flores de que aquela florzinha seria vendida e todas ficaram alegres, pois estariam livres daquela aberração, segundo elas. E poderiam todas brilharem novamente, sendo super elogiadas pelos visitantes.

Na tarde daquele dia, a formosa flor foi embora com seu novo dono que era um aficcionado por flores. Houve uma grande festa na plantação e todas cantavam felizes, mas um pequeno detalhe chamou a atenção daquelas flores, no lugar da formosura havia uma outra que estava prestes a desabrochar. Estava protegida com pequenos tapumes que a escondia da visão das outras. Todas ficaram aflitas e curiosas, para saber de que cor seria a nova flor.

No dia seguinte, os pequenos tapumes foram retirados, para surpresa das outras flores, era uma Tulipa Negra, que passou a ser a mais bela da plantação e a mais visitada pelas pessoas. O que despertou a ira das invejosas, que passaram a tramar contra a bela Tulipa Negra.

Na manhã seguinte, as invejosas chamaram o serelepe beija-flor e lhe fizeram um pedido, levar um pólen envenenado para assassinar a bela Tulipa Negra e tirar aquela aberração daquele lugar que somente deveria ficar as verdadeiras e belas flores, segundo elas. O beija-flor recusou. Então, elas o ameaçaram, dizendo que iriam mandar um enxame de insetos para matá-lo. Diante de tal ameaça, ele foi cumprir a missão nefasta, mas quando olhou para a bela Tulipa, desistiu de tirar a vida dela, preferiu arriscar ser morto pelo enxame de insetos, pois aquela beleza magnífica não poderia ser ceifada da terra, sem que fosse apreciada.

Como a primeira tentativa de acabar com a bela flor foi infrutífera, então apelaram para Sr. Corvo da plantação vizinha, que aceitou prontamente o serviço e começou a fazer vários ataques à Tulipa desprotegida. O dono da plantação, vendo o que estava acontecendo, correu rapidamente e salvou-a do corvo assassino. Desenterrou-a e levou-a para cuidar dela dentro da casa.

Na janela, olhando para aquelas invejosas, a Tulipa estava entristecida pela atitude delas, mas de repente nuvens carregadas aparecem nos céus, ventos fortes, relâmpagos e trovoadas. Uma tempestade violenta cai sobre a plantação de flores, ouve-se gritos, choros e lamentações. A tempestade vai embora e deixa um rastro de devastação. A Tulipa olha e não acredita no que vê. Parecia que a ira dos anjos sobreveio sobre as invejosas e a exterminaram da face da Terra. Pecado cometido, castigo recebido.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

RIOS NEGROS
















Rios negros  de lágrimas 
Inundando imensas plantações
De vidas amargas
Que apodreciam lentamente
Sob intensas chuvas cortantes
Que dilaceravam os frutos 
De suas emoções perdidas
Em um mundo frio 
Onde os corações tristes
Morrem sem ter batido
Por um amor verdadeiro

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

As Bruxas da Idade Média













Frágeis ou determinadas
Marcadas pela intolerância
Transformadas em verdadeiras 
Filhas das Trevas
Perseguidas pela ignorância
Torturadas por demônios religiosos
Que destruíram suas famílias
Por invejas e ganâncias
Martirizadas impiedosamente
Milhares ou milhões de mulheres
Heroínas, escritoras, filósofas, artistas,
Mães de família e outras tantas
Acusadas de Bruxaria
E jogadas na fogueira
Para a satisfação e crueldade 
Da nefasta Santa Inquisição

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

A Bela Primavera








Descendo pelas ruas
Encontro o Inverno chorando
Por não ter tido tempo para brilhar
Já que o Verão nunca o deixa em paz

Seguindo pelas ruas tristes do inverno
Vejo de longe a Primavera chegando
Tão florida e sorridente
Cantando belas canções

Em seus olhos brilhantes
Vejo sua ansiedade
De querer chegar logo
Para colorir a vida das pessoas

Ela encontra o Inverno 
E o acaricia, lembrando-o
Que o seu amigo Outono o espera
Para consolá-lo

A Primavera chega
E suas flores desabrocham
Exibindo suas belezas
Em todos os cantos do mundo

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

O Inverno dos Corações Frios










Ela caminha sobre as folhas caídas

Sob as gotículas da chuva fria

Contra os ventos morosos

Com lágrimas de um outrora recente

Que deixou sentimentos amargos

E uma ferida profunda no seu coração

Cravando em seu peito a faca da solidão

Que suscita pesadelos eternos

De sofrimento intenso

Neste inverno rigoroso

Que a aprisiona dentro de si

E impede que o amor cálido e fraternal

Chegue ao seu coração frio

domingo, 24 de julho de 2011

O Sono Eterno da Diva






Entre whiskys e vinhos
O som da sua voz
Se propagou pelo mundo
Conquistando com a sua música
O coração de todos
E liberando a loucura
Em cada um de seus seguidores
Agora descansa sua voz
Na infinita escuridão do sono

sábado, 4 de junho de 2011

O Poder de Vencer







Cantos de glória
Sob lágrimas de um vencedor
De sentimentos extravasados
Por sonhos alcançados
E obstáculos vencidos
Grandes vitórias
Gritos de alegria
Realização de uma vida
O maior troféu de todos 
A conquista do amor
De toda uma geração
Que sentiu o gosto imensurável
Do Poder de Vencer

segunda-feira, 9 de maio de 2011

O Poder da Música



Ouve-se a voz
O canto da vida
No poder da música

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Coração Despedaçado





Coração despedaçado
Por espinhos cortantes
E raios reluzentes
De uma alma destruidora
Que suplanta todos os seres
Com crueldade e frieza
Soltando sua fúria incontrolável
Sob seus olhos flamejantes 
Que queimam intensamente
Os belos sentimentos
Da face da inocência
E faz cair lágrimas ardentes
Que exasperam o ser 
No seu íntimo inflamado
Pela dor de viver 
Sempre sem amor