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terça-feira, 19 de julho de 2016

Poemas Livremente Baseados em Pinturas Famosas: As Meninas, de Diego Velázquez




Pequena soberana

Em seu dia de rainha

Vestida belamente

Para ser vislumbrada

De forma magistral

Na pintura do grande Velázquez

Que a admira atentamente

Na sua pose ensimesmada

Em que olha desconfiada

Seus ínclitos observadores

Entre os olhares das damas de companhia

Da luz que irradia suas faces

     E do espelho que reflete a realeza

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Poemas Livremente Baseados em Pinturas Famosas: A Primavera, de Sandro Botticelli




Primavera
Celebração das flores
Estação das Divindades
Onde a bela deusa
Reaviva a natureza
Irradia a beleza
E reúne os seres
Em uma grande harmonia
O vento tenta conter
O nascimento das flores
Que se refugiam
Envolta da bela deusa
E a divindade do amor
Lança suas flechas
Sob a escuridão de seus olhos
Nas dançarinas da virtude
Que dançam alegremente
Enquanto o guardião do bosque
Abre o caminho para a verdade

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Poemas Livremente Baseados em Pinturas Famosas: A Noite Estrelada, de Vincent Van Gogh





Estrelas, estrelas, estrelas

Espalhadas pelo universo

Tao belas e luminosas

Se exibindo para todos os planetas

Imperiosas e flamejantes

Lançando seus raios poderosos

Em todas as direções

Porém, suas reais belezas

São apreciadas sublimemente

Por uma pequena cidade

Onde há montes elevados

E vegetações imponentes

Em que brilham intensamente

Sobre um belo planeta azul

Iluminando a noite

Dos cidadãos extasiados

Com suas luzes infinitas

E dos amantes apaixonados

Que se amam loucamente

Sob suas noites estreladas

E brilhantes


terça-feira, 5 de julho de 2016

Poemas Livremente Baseados em Pinturas Famosas: Monalisa, de Leonardo da Vinci






Oh! Monalisa

Quem és tu?

Que se exibe formosamente

Nesta obra-prima

De da Vinci

Olhos límpidos de mel

Lábios finos

Beleza intrigante

Sorriso enigmático

Semblante jovial

Expressando de fato

E indistintamente

Um olhar pudico

E outro afetuoso

Ou talvez, incisivo

Procurando intimidar

Aquele que a desvenda

E a despe de seus segredos

Revelando as faces

De sua sensibilidade

Ou da sua misteriosa

Personalidade sombria

Por detrás do seu ar

Aparentemente angelical


Quem quer seja

Ao revelar suas mãos

Se vê que foram beijadas

Pelos lábios do amor

E da felicidade



sábado, 7 de junho de 2008

EM MEU OFÍCIO OU ARTE TACITURNA, de Dylan Thomas






Em meu ofício ou arte taciturna
Exercido na noite silenciosa
Quando somente a lua se enfurece
E os amantes jazem no leito
Com todas as suas mágoas nos braços,
Trabalho junto à luz que canta
Não por glória ou pão
Nem por pompa ou tráfico de encantos
Nos palcos de marfim
Mas pelo mínimo salário
De seu mais secreto coração.
Escrevo estas páginas de espuma
Não para o homem orgulhoso
Que se afasta da lua enfurecida
Nem para os mortos de alta estirpe
Com seus salmos e rouxinóis,
Mas para os amantes, seus braços
Que enlaçam as dores dos séculos,
Que não me pagam nem me elogiam
E ignoram meu ofício ou minha arte.



(tradução: Ivan Junqueira)

Fonte: http://www.culturapara.art.br/opoema/dylanthomas/dylanthomas.htm